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BAKUGAN

domingo, 14 de março de 2010

Kristen Stewart diz que não pode "apalpar" colega em cena de beijo gay

Kristen Stewart, 19, e Dakota Fanning, 15, que aparecem se beijando no filme "The Runaways", tiveram que se preocupar com a lei enquanto rodavam a cena. "Ela tem 15 anos e eu não tinha permissão para apalpá-la", disse Kristen ao site Access Hollywood durante uma coletiva de imprensa para promover o filme.

"Não estou brincando, existem várias restrições que eu nem me lembrava que haviam quando eu era mais jovem", disse a atriz, também protagonista da saga "Crepúsculo".


Divulgação
As atrizes Dakota Fanning e Kristen Stewart em cena do filme "The Runaways"
As atrizes Dakota Fanning e Kristen Stewart em cena do filme "The Runaways"

Sobre a cena "romântica" entre as duas, Kristen disse que "é apenas um beijo, nada demais". "É algo que aconteceu na vida delas. No roteiro, não é uma coisa sobre o qual elas ficam falando depois", completou Dakota.

No filme, a dupla interpreta as integrantes do grupo dos anos 70 The Runaways, Joan Jett (Kristen) e Cherie Currie (Dakota).

As atrizes afirmam que adoraram os figurinos usados no filme e que pretendem levar alguns deles para a vida real. "Adorei as roupas, fiquei com a maioria delas", disse Dakota.

Lidar com "vampiros da vida real" exige mais do que crucifixos, alho e água benta

Divulgação

Devido ao sucesso da série "Crepúsculo", da escritora Stephenie Meyer, nunca se ouviu tanto falar em vampiros. Vários outros livros surgiram após o fenômeno editorial, e as charmosas e fictícias criaturas das trevas estão em alta entre o público jovem. Na vida real, porém, elas sugam energia, em vez de sangue, e estão longe de ter o ar sexy e misterioso de Edward Cullen, interpretado por Robert Pattinson no cinema. Os vampiros “de verdade” assumem diversas formas conhecidas: podem ser aquela colega de trabalho invejosa, o chefe opressor ou a amiga que adora bancar a vítima. Lidar com elas exige muito mais do que crucifixo, água benta ou alho: requer jogo de cintura, maturidade e paciência. “Os vampiros emocionais solicitam grande demanda emocional, necessitando de diversas formas de atenção daqueles que os cercam. Em geral são pessoas inseguras, que não conseguem atingir um contato satisfatório com elas mesmas. Daí, acabam projetando suas dificuldades em outra pessoa”, explica a psiquiatra Renata Camacho, especialista em saúde mental da mulher. Para o psicólogo canadense Albert J. Bernstein, autor de “Vampiros Emocionais” (Ed. Campus), eles sempre colocam suas necessidades à frente das alheias e acreditam que as normas se aplicam aos outros, nunca a eles.

Existem relações que podem ser extremamente parasitárias – um sinal típico da existência da "vampirização emocional". Isso acontece quando a pessoa se alimenta de você sugando toda a sua energia física e/ou emocional. Quando estamos diante dessas pessoas, nos sentimos exaustos fisicamente, sonolentos, fracos ou agitados. Existem muitas características que podem ser associadas aos vampiros emocionais. Uma delas é o narcisismo, em que a pessoa está voltada apenas para ela mesma, ignorando os sentimentos ou as necessidades do outro.

Tipos básicos

segundo a psicóloga Sâmia Simurro, vice-presidente de projetos da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), existem três tipos básicos de vampiros emocionais. “O primeiro inclui as pessoas que tendem a se posicionar como vítimas por serem extremamente carentes e ‘sugam’ toda a sua energia emocional”, explica. A pessoa que sempre se faz de vítima manipula a outra e chama sua atenção. É importante estar atento a este tipo de personalidade, que sempre se coloca no papel de coitada e utiliza deste meio para conseguir tudo o que quer. O segundo, para Sâmia, reúne aquelas pessoas altamente críticas e condenatórias, que apontam a todo o momento as falhas alheias. “Elas também tiram o seu brilho e a inibem o tempo todo. Você sempre se sente inadequado diante delas. E, por último, existem aquelas pessoas que têm a necessidade de serem sempre o centro das atenções, criando situações de drama em que você não consegue se posicionar”, explica. Para Sâmia, todos esses comportamentos são originados a partir de experiências negativas. Essas pessoas, em geral, sentem-se vazias e buscam em você reconhecimento, atenção e aprovação para preencher suas vidas.

A secretária Ana Paula Lopes, 25 anos, de São Paulo, enfrenta uma “vampirização” muito comum: tem uma amiga que nunca telefona ou manda e-mails perguntando como ela está. E quando se encontram, a amiga egocêntrica faz com que a conversa gire somente em torno dela. “A maior dificuldade no processo da comunicação é ouvir. A dificuldade destas pessoas não é só ouvir os outros, mas também ouvir a si mesma. Uma das estratégias para interromper o falar sem parar é, por exemplo, fazer algo fora do padrão daquele momento, como olhar o relógio, pegar o celular, tossir, se levantar (se estiver sentada), algo que quebre o ritmo”, recomenda o consultor Eduardo Shinyashiki, diretor da Sociedade Cre Ser Treinamentos e autor de “Viva Como Você Quer Viver” (Editora Gente).

Egocentrismo

Para a psicóloga Marilda Lipp, presidente do Centro Psicológico do Controle do Estresse, com sede em Campinas (SP), muitas vezes as pessoas “vampirescas” não percebem o efeito negativo de seu comportamento nos outros porque são egocêntricas, voltadas para si mesmas, com pouco interesse verdadeiro no que não lhe diz respeito. “Este egocentrismo pode ser devido a um traço de personalidade, uma disfunção psicológica, ou pode ser algo totalmente temporário que ocorre em momentos de estresse e crise”, explica. “No estresse emocional, a pessoa está sempre voltada para si mesma, pois necessita fazer um esforço grande para preservar sua sobrevivência. O egocentrismo é uma característica da pessoa estressada que, sem energia para nada mais do que se manter funcionando na vida, acaba deprimindo e cansando as pessoas ao seu redor. Mas, deve-se lembrar de que, no caso do estresse excessivo, uma vez que a crise passe, há um retorno ao funcionamento normal”, completa.

Erro alheio

Outro tipo de vampiro comum é aquele que se preocupa mais com a vida alheia do que a própria. “Ele pergunta tudo, quer saber tudo, e depois também critica tudo. Pode-se chamar este sugador de ‘especulador crítico’. O interesse dessas pessoas não é real, buscam apenas informações que possam comprovar o quanto os outros erram ou são incompetentes em uma tentativa de se sentirem melhor quanto aos seus próprios defeitos”, diz Marilda Lipp. A crítica é uma forma de fazer com que o outro se sinta inferior, e sempre que nos sentimos inferiores, sentimos também depressão. Como a palavra diz, “depressão” é o oposto de “ação”. Fica-se depressivo, inativo, apático na depressão porque a energia foi desviada.

Abuso da boa vontade

Há, ainda, quem costuma jogar as cobranças que recebeu nas costas dos outros. Para lidar com gente assim, é necessário estabelecer limites: aprender a dizer não e limitar a interação com essa pessoa, para não permitir que uma relação invasiva possa potencializar os problemas que tem com esse tipo de relacionamento. Em muitas situações, essa pessoa não quer assumir responsabilidades e utiliza a boa vontade dos outros para que realizem o que , na verdade, seria tarefa dela.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Febrace: "Crepúsculo" e camelôs viram projetos em feira de ciências

Até a saga "Crepúsculo" teve seu momento de estrelato na Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). É uma prova que nem só de exatas e biológicas vivem as feiras de ciências. O evento acontece até sexta-feira (11), na Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), em São Paulo.

Rodrigo Paiva/UOL
O projeto das três estudantes era verificar se houve aumento no índice de leitura dos jovens por causa da saga "Crepúsculo"
Rodrigo Paiva/UOL
Um "Óculos-mouse" brasileiro foi a invenção do trio gaúcho. O modelo sai por R$ 50; o similar, R$ 7 mil no mercado
Rodrigo Paiva/UOL
As meninas, de Palmeiras dos Índios (AL), sugerem um "camelódromo" em sua cidade como alternativa para este comércio
Rodrigo Paiva/UOL
O estudante observou a irmã lavando a calçada e decidiu elaborar um sistema de reaproveitamento de água
VEJA MAIS FOTOS DA FEBRACE
PROFESSOR É FUNDAMENTAL
Três estudantes Escola Estadual Prof. José da Costa, em Cubatão (SP), escolheram seu objeto de pesquisa depois de assistir "Lua Nova", filme baseado em um dos livros da série de histórias sobre vampiros. Milka de Santana, 16, Laysla Souza, 16, e Ariane de Holanda, 16, queriam verificar se esses livros incentivaram o aumento da leitura entre os jovens.

Para comprovar a hipótese, as estudantes pesquisaram em índices de livros mais vendidos em revistas, jornais e na internet. A conclusão foi que os livros incentivaram a leitura entre os jovens -- e também entre os adultos. O projeto também influenciou no volume de leitura das próprias pesquisadoras, que tiveram que enfrentar obras de teoria literária e "O Morro dos Ventos Uivantes", de Emily Bronte. "Eu mesma, olhava livros grossos e não queria ler; agora, não paro mais", diz Milka.

Camelôs

Já as estudantes Mayane Bezerra, 15, e Beatriz Barros, 14, acharam inspiração para sua pesquisa andando pelas ruas da cidade onde moram, Palmeira dos Índios, em Alagoas. "Ficamos incomodadas, pois não conseguíamos mais andar na Praça Independência, a principal da cidade. Percebemos que as praças estavam desaparecendo por causa da grande quantidade de vendedores ambulantes", explica Mayane.

A solução encontrada pelas jovens foi a criação de um camelódromo. A opinião dos vendedores quanto à proposta, no entanto, ficou dividida: alguns concordaram com a ideia; outros não, pois acharam que não terão lucro. Depois da feira, as jovens pretendem se reunir com o prefeito da cidade para apresentar sua sugestão. "A pesquisa abriu nossos olhos para a cidade; com nosso projeto, queremos que os outros também olhem mais", disseram as estudantes.

Acessibilidade e meio ambiente

A preocupação com a acessibilidade e com o meio ambiente também influenciaram muitos estudantes da feira. Alexandre Sampaio, 19, Filipe Carvalho, 18, e Cléber Quadros, 18, projetaram um "óculos-mouse". Com o dispositivo, tetraplégicos podem utilizar o mouse movendo a cabeça; o clique do mouse corresponde às piscadas do olho.

Para chegar ao protótipo, os estudantes levaram nove meses desenvolvendo quatro modelos de placas de circuito eletrônico e dois de óculos. "Como no segundo ano já havíamos criado um forno com controle em braile, agora decidimos continuar na área de acessibilidade", explica Alexandre. Os estudantes já iniciaram o processo para patentear a invenção.

A inspiração para criar um "reaproveitador de água" veio da observação de um fato bem corriqueiro. "Vi minha irmã lavando a calçada e usando um monte de água, daí pensei num jeito de reaproveitar o recurso", conta Anderson Roberto Andrade Jacinto, 20, da Escola Agrícola de Jundiaí, no Rio Grande do Norte. Ele elaborou um sistema que, por meio de uma bomba, coleta a água utilizada na pia e no banho e a reutiliza na descarga da privada. A novidade do sistema é a programação simplificada, que barateia o custo do projeto.

O professor Josenalde Oliveira, 31, explica que a escola só conseguiu financiar a estadia dos estudantes e, para que eles não deixassem de vir à feira, pagou do próprio bolso as passagens dos jovens. "Me sinto privilegiadíssimo de estar aqui", diz.