Até a saga "Crepúsculo" teve seu momento de estrelato na Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). É uma prova que nem só de exatas e biológicas vivem as feiras de ciências. O evento acontece até sexta-feira (11), na Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), em São Paulo.
Três estudantes Escola Estadual Prof. José da Costa, em Cubatão (SP), escolheram seu objeto de pesquisa depois de assistir "Lua Nova", filme baseado em um dos livros da série de histórias sobre vampiros. Milka de Santana, 16, Laysla Souza, 16, e Ariane de Holanda, 16, queriam verificar se esses livros incentivaram o aumento da leitura entre os jovens.
Para comprovar a hipótese, as estudantes pesquisaram em índices de livros mais vendidos em revistas, jornais e na internet. A conclusão foi que os livros incentivaram a leitura entre os jovens -- e também entre os adultos. O projeto também influenciou no volume de leitura das próprias pesquisadoras, que tiveram que enfrentar obras de teoria literária e "O Morro dos Ventos Uivantes", de Emily Bronte. "Eu mesma, olhava livros grossos e não queria ler; agora, não paro mais", diz Milka.
A solução encontrada pelas jovens foi a criação de um camelódromo. A opinião dos vendedores quanto à proposta, no entanto, ficou dividida: alguns concordaram com a ideia; outros não, pois acharam que não terão lucro. Depois da feira, as jovens pretendem se reunir com o prefeito da cidade para apresentar sua sugestão. "A pesquisa abriu nossos olhos para a cidade; com nosso projeto, queremos que os outros também olhem mais", disseram as estudantes.
Para chegar ao protótipo, os estudantes levaram nove meses desenvolvendo quatro modelos de placas de circuito eletrônico e dois de óculos. "Como no segundo ano já havíamos criado um forno com controle em braile, agora decidimos continuar na área de acessibilidade", explica Alexandre. Os estudantes já iniciaram o processo para patentear a invenção.
A inspiração para criar um "reaproveitador de água" veio da observação de um fato bem corriqueiro. "Vi minha irmã lavando a calçada e usando um monte de água, daí pensei num jeito de reaproveitar o recurso", conta Anderson Roberto Andrade Jacinto, 20, da Escola Agrícola de Jundiaí, no Rio Grande do Norte. Ele elaborou um sistema que, por meio de uma bomba, coleta a água utilizada na pia e no banho e a reutiliza na descarga da privada. A novidade do sistema é a programação simplificada, que barateia o custo do projeto.
O professor Josenalde Oliveira, 31, explica que a escola só conseguiu financiar a estadia dos estudantes e, para que eles não deixassem de vir à feira, pagou do próprio bolso as passagens dos jovens. "Me sinto privilegiadíssimo de estar aqui", diz.
O projeto das três estudantes era verificar se houve aumento no índice de leitura dos jovens por causa da saga "Crepúsculo" |
Um "Óculos-mouse" brasileiro foi a invenção do trio gaúcho. O modelo sai por R$ 50; o similar, R$ 7 mil no mercado |
As meninas, de Palmeiras dos Índios (AL), sugerem um "camelódromo" em sua cidade como alternativa para este comércio |
O estudante observou a irmã lavando a calçada e decidiu elaborar um sistema de reaproveitamento de água |
Para comprovar a hipótese, as estudantes pesquisaram em índices de livros mais vendidos em revistas, jornais e na internet. A conclusão foi que os livros incentivaram a leitura entre os jovens -- e também entre os adultos. O projeto também influenciou no volume de leitura das próprias pesquisadoras, que tiveram que enfrentar obras de teoria literária e "O Morro dos Ventos Uivantes", de Emily Bronte. "Eu mesma, olhava livros grossos e não queria ler; agora, não paro mais", diz Milka.
Camelôs
Já as estudantes Mayane Bezerra, 15, e Beatriz Barros, 14, acharam inspiração para sua pesquisa andando pelas ruas da cidade onde moram, Palmeira dos Índios, em Alagoas. "Ficamos incomodadas, pois não conseguíamos mais andar na Praça Independência, a principal da cidade. Percebemos que as praças estavam desaparecendo por causa da grande quantidade de vendedores ambulantes", explica Mayane.A solução encontrada pelas jovens foi a criação de um camelódromo. A opinião dos vendedores quanto à proposta, no entanto, ficou dividida: alguns concordaram com a ideia; outros não, pois acharam que não terão lucro. Depois da feira, as jovens pretendem se reunir com o prefeito da cidade para apresentar sua sugestão. "A pesquisa abriu nossos olhos para a cidade; com nosso projeto, queremos que os outros também olhem mais", disseram as estudantes.
Acessibilidade e meio ambiente
A preocupação com a acessibilidade e com o meio ambiente também influenciaram muitos estudantes da feira. Alexandre Sampaio, 19, Filipe Carvalho, 18, e Cléber Quadros, 18, projetaram um "óculos-mouse". Com o dispositivo, tetraplégicos podem utilizar o mouse movendo a cabeça; o clique do mouse corresponde às piscadas do olho.Para chegar ao protótipo, os estudantes levaram nove meses desenvolvendo quatro modelos de placas de circuito eletrônico e dois de óculos. "Como no segundo ano já havíamos criado um forno com controle em braile, agora decidimos continuar na área de acessibilidade", explica Alexandre. Os estudantes já iniciaram o processo para patentear a invenção.
A inspiração para criar um "reaproveitador de água" veio da observação de um fato bem corriqueiro. "Vi minha irmã lavando a calçada e usando um monte de água, daí pensei num jeito de reaproveitar o recurso", conta Anderson Roberto Andrade Jacinto, 20, da Escola Agrícola de Jundiaí, no Rio Grande do Norte. Ele elaborou um sistema que, por meio de uma bomba, coleta a água utilizada na pia e no banho e a reutiliza na descarga da privada. A novidade do sistema é a programação simplificada, que barateia o custo do projeto.
O professor Josenalde Oliveira, 31, explica que a escola só conseguiu financiar a estadia dos estudantes e, para que eles não deixassem de vir à feira, pagou do próprio bolso as passagens dos jovens. "Me sinto privilegiadíssimo de estar aqui", diz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário